Parou na rampa.Não se pode mais reclamar, um pobre e analfabeto chegou ao poder, inteligente. Aquela estória de uma história de explorados na qual era impossível haver uma melhor distribuição de renda, por ser esta renda controlada pelo poderoso faz agora eco em nossas cabeças e ensurdece a mente, causa transtornos de coerência. O inusitado fez luz, mas a treva o abraçou, era só um ídolo. Será que nosso povo é realmente fadado a miséria de ser explorado pelos de fora? Sim e não, acho que têm uma tendência burra, extrativista na qual imiscui o paralelo caça e caçador contrariando a geometria, consegue unir o impossível, consumando o fato lógico. Cria então uma matemática em que literalmente abusou da regra de três. O bom menino do dedo verde permitiu efeito contrario e sendo assim tornou-se vítima do toque do verde financeiro, verde do poder etc. Lembro-me do brilhante presidente militar que era obrigado a usar óculos escuros para não correr o risco de se auto-devorar. “Nunca na história desse país”, houve quem conseguisse parafrasear os discursos adversários com tanta naturalidade. Ratificou a verdade de que no Brasil se assume o poder com a esquerda e governa com a direita, foi tão evidente como seu antecessor. Nunca os bancos ganharam tanto, nunca tanto pobre foi morto, mesmo que com a barriga menos vazia.Nunca se pagou tanto imposto. Existe hoje em dia uma inviabilidade comercial, onde se tornou impossível administrar sem sonegação e se move circularmente, mais imposto e mais sonegação, sendo essa a lógica do cobrador. Não votei no Sr Lula, mas me emocionei com sua vitória, confesso. O considero um grande desperdício, o bonde perdido que passou vazio por dentro e com o estribo cheio. Infelizmente a meu ver ele deveria ter assumido o Luiz Inácio e deixado o Lula para as campanhas, foi uma pena.
O jardineiro.

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